Virando Gringa

O outro lado de viajar (que ninguém te contou)

Viajamos, vemos o mundo, experimentamos coisas novas, conhecemos pessoas, nos apaixonamos, visitamos lugares incríveis, aprendemos sobre outras culturas – de repente está tudo acabado.

Todo mundo fala em sair por aí, mas o que dizer de volta para casa?

Só pra deixar claro, esse é um artigo pessoal, então se a sua história é absolutamente diferente dessa, ou se você discorda, lembre-se: é uma opinião de outra pessoa, não uma verdade absoluta.

Dito isso,

Fases difíceis

Falamos sobre as fases dificeis, enquanto estamos longe – encontrar emprego, fazer amigos de verdade, ficar seguro, aprendendo as normas sociais, interpretando mal as pessoas que você acha que pode confiar – mas estas são todas coisas que precisamos passar! Todos esses pontos baixos são apagados pelas elevações completas que você experimenta enquanto viaja!

como ver ilhas paradisíacas que nunca foram habitadas pelo homem 🙂

As despedidas são difíceis, mas você sempre soube que elas iriam chegar, especialmente quando você dá aquele click final de compra da passagem de avião para casa. Todas estas tristes despedidas são compensadas pelo reencontro com sua família e amigos, que a gente acaba imaginando desde o primeiro dia de viagem.

Então você volta para casa, tem suas reuniões, gasta as primeiras duas semanas com a família e os amigos, conversar, contando histórias, relembrando, bebendo, comendo, etc. Você é Hollywood pelas primeiras semanas de volta, um astro!! Tudo volta a ser novo e excitante. E então tudo… vai embora de novo. Todo mundo se acostuma com você estar em casa, você não é mais o novo objeto brilhante que voltou do além, e as perguntas normais começam a chegar: Então você tem um emprego? Quais são seus planos? Você está namorando alguém?

Mas a parte triste é, uma vez que você tenha feito suas visitas obrigatórias por ter se afastado por um ano; você está sentado em seu quarto (que é o mesmo desde a infância, ou pelo menos adolescência) e percebe que nada mudou. Você está feliz, todo mundo está feliz e saudável e, sim, as pessoas de antes tem novos empregos, namorados, noivados, etc, mas parte de você está gritando: “Ei! Vocês não entendem o quanto eu mudei?! Ei, olha pra mim, eu tenho tanta coisa pra contar!”.

Mudança

Mudança: nada a ver com aparência. Quero dizer o que está acontecendo dentro de sua (e da minha) cabeça. A forma como os seus sonhos mudaram, eles forma como você percebe as pessoas de forma diferente, os hábitos que você está feliz que você perdeu, as coisas novas que são importantes para você. Você quer que todos reconhecem isso e você quer compartilhar e discutir o assunto, mas não há nenhuma maneira de descrever a forma como o seu espírito se desenvolve quando você deixa as coisas que sabe para trás e força-se a usar o seu cérebro em uma realidade oposta ao seu comum.
como a minha linda amiga Sofia, você acaba olhando do lado oposto às outras pessoas…

Você sabe que você está pensando de forma diferente porque você reinventou cada segundo de cada dia dentro de sua cabeça, mas como você comunica que para os outros?

Você se sente irritado, até perdido. Você tem momentos em que parece que não valeu a pena, porque nada mudou, mas, em seguida, você se sente como se na verdade a viagem foi a coisa mais importante que você já fez na vida, porque mudou o seu jeito de ver tudo!

É como aprender uma língua estrangeira, só que ninguém ao seu redor fala, por isso não há maneira de comunicar-lhes o que realmente sente.

É por isso que uma vez que você viajou pela primeira vez tudo o que você quer fazer é sair de novo. Chamam isso de “travel bug“, que nada mais é  que o esforço para voltar a um lugar onde você está cercado por pessoas que falam a mesma língua que você, seja esse lugar qual for! Línguas assim, não Inglês ou Espanhol ou Mandarim ou Português, mas a linguagem que os outros saibam o que é sair, mudar, crescer, ter certas experiências, aprender, e em seguida, voltar para casa e se sentir mais perdido em sua cidade natal do que nos lugares mais estranhos que você visitou.

Esta é a parte mais difícil de viajar, e é a razão pela qual todos nós fugimos novamente. Qual é a solução para esse lado de viajar?

Calma

Você definitivamente não está sozinho nessa.
Muita gente experimenta a liberdade de morar longe de tudo e todos, seja no meio do mato, seja em outro país, e tem dificuldade em voltar à rotina de antes (que me recuso a chamar de “normal”, afinal, quem é que define o que é normal?!)

Talvez você aprenda que algumas dessas mesmas pessoas aventureiras conseguiram incorporar a experiência da viagem em suas vidas “normais”. Eles se sentem felizes pois tiveram a oportunidade de viajar, ou o que quer que tenha feito se desenvolverem desta forma. E, tomando o desafio de perseguir, manter e espalhar esse sentimento de felicidade aos outros, não no exterior, mas aqui e agora, nas escolhas pequenas ou grandes.

Depois de tanta viagem, aproveite a inspiração e crie mais experiências. Mesmo que seja numa viagem curta na sua região, na sua própria cidade. Tente olhar com os mesmos olhos cheios de empolgação os pequenos detalhes da sua cidade. Aquela estátua, aquela placa, aquele graffiti.

Aquele mata-burro! (foto em Tocantins-BR)
Para sair da vida “normal” não precisamos sair de casa. Mas sabe o mais curioso? Eu só descobri isso VIAJANDO. Talvez a expansão da mente seja necessária, pelo menos uma vez na vida, para então trazer novos processos. Uma grande amiga me disse recentemente: pense fora da caixa!

É tudo sobre a perspectiva, não é …? 😉

Fonte: Thought Catalog. Modificações e fotos: Virando Gringa.

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