Virando Gringa

O que aprendi convivendo com mulheres francesas no intercâmbio

Mesmo sendo mulheres viajadíssimas, independentes e maravilhosas, a gente sempre tem uma insegurança quanto ao nosso corpo. Aqueles 2 quilinhos extras estão sempre no fundo da nossa mente.
Bem, depois de viajar o mundo eu percebi muita coisa sobre diferentes culturas, tradições, religiões, mas acima de tudo aprendi muito sobre mim mesma. Aprendi também com as mulheres de cada país que visitei, e devo dizer que aprendi muito com as francesas. Muito disso se deve ao fato de eu ter feito uma amigona francesa, a Alice.

Ela tem vergonha

O que podemos aprender com as francesas?

Encarar a nossa beleza natural e cuidar dela. Como é isso?

Mulheres francesas abraçam a sua beleza natural de forma muito delicada, e celebram as suas imperfeições. São exceções as meninas que usam maquiagem excessiva, e o cabelo é mantido o mais natural possível, mas sempre arrumadinho. Existe a regra básica de nunca ter o cabelo comprido demais, mas isso é por toda a Europa. 
Acima de tudo isso, o que faz elas se sentirem bonitas é que mantém uma aparência saudável, um brilho. Mulheres francesas, principalmente as do Sul Mediterrâneo, são obcecadas pela cor da sua pele, e ficam no sol pelo tempo CERTINHO pra ter aquela cor bonita, mas sem parecer uma sueca que ficou 3 horas no bronzeamento artificial. O sol faz muito bem pra pele, e elas se aproveitam disso.
 

Celebrando o corpo do jeito que ele for

Você já parou pra pensar porque nas praias de Espanha, da Itália, e da França acontece tanto Top Less? Muitas fazem isso pra conseguir um bom bronzeado, e outras fazem isso para celebrar a vida e a liberdade do corpo que tem! Enquanto nos Estados Unidos as mulheres se enchem de silicone (maiores taxas desse tipo de cirurgia são lá e aqui no Brasil!!), as francesas mal usam sutiã. A maioria das meninas francesas que eu conheci não usavam nem sutiã de bojo, usavam aquele molinho mesmo. Isso quando usavam.

Disciplina é Liberdade

Porque as francesas são tão magrinhas? A dieta delas é muito moderada, e constante. Comer bem todo dia é difícil (na Europa é mais fácil do que no Brasil por causa dos preços das comidas), mas elas conseguem. Dificilmente você vê uma mocinha francesa comendo um pote de sorvete porque o namorado terminou com ela. Porque você acha que a palavra blazê é francesa? Quando a gente fala “nossa, ela é meio blazê” – ela não tá nem aí!
Hora de comer é hora de comer, e  hora de fazer exercício é hora de fazer exercício. Essa disciplina traz uma liberdade futura, de poder exibir um ‘corpitcho’ saudável e bonito, e gostar dele.

Feel good, look great – Confiança em si mesma

Para mim, o maior segredo que aprendi com elas foi que ninguém é igual. Cada pessoa tem o seu “quê” de especial, e cada pessoa tem a sua personalidade única. Essa confiança às vezes falta em algumas meninas, principalmente da minha idade. Às vezes a gente se esforça muito para agradar os outros, a sociedade, um carinha, ou a sua chefe.
O que aprendi com as meninas francesas é que você tem que se amar, antes de querer que todo mundo te ame. 
É clichê? Talvez. Mas vai botar na prática pra você ver se é fácil.

Sua opinião vale sim, e muito

Sabe quando o pessoal viaja pra França e fala que eles são grossos? Isso é porque a gente tem um vício aqui no Brasil de suavizar a verdade com alguns eufemismos. Não reclamo, acho isso um sinal de educação que falta em muitas nações. E sobra nos brasileiros. Eu mesma sou assim e não pretendo mudar.
No caso das mulheres francesas, percebi que elas são extremamente sinceras e não tem medo de dar opinião controversa. Especialmente com namorados e chefes. Se ele faz algo que ela não gostou ela vai e fala. Se ela acha algo bom, ela vai e fala. 
Tem uma historinha que ilustra bem essa sinceridade europeia característica. Uma amiga que veio visitar a família dos amigos brasileiros. Durante a janta (preparada pela mamão brasileira), perguntaram a ela se estava bom.
Ela disse: Está bom!
Na tentativa de ensiná-la a falar português, um dos anfitriões disse: Fala que está MUITO BOM.
Ela disse: Não, está só bom mesmo!
Além de já saber falar mais português do que todo mundo pensava, ela soltou a sinceridade na lata. É assim que funciona. Para nós, mulheres brasileiras, isso pode funcionar muito bem quando ouvimos um comentário machista do chefe, ou quando somos menosprezadas de alguma forma pelos outros. Chega na lata e impõe respeito, você vai ver como as coisas mudam. 

Topless no parque? Num país aonde a mulher é respeitada, isso não é motivo para assédio

O que isso tem a ver com a beleza? Quando estamos nos sentimos bem, esclarecidas, aliviadas, sabemos que vamos estar muito mais bonitas nos olhos de quem sabe ver a real beleza. E eu não vendi esse post pra Dove (ainda).

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4 comentários sobre “O que aprendi convivendo com mulheres francesas no intercâmbio

  1. Letícia Luz

    viver num mundo em que não te olham estranho por estar sem sutiã deve ser divino! Por mais que eu aceite meu corpo, eu ainda não sei lidar com olhares alheios (então será que ainda não me aceito de verdade?).

  2. Juliana Arthuso

    É realmente um impacto cultural ir pra França e conhecer as meninas francesas, eu adorei lá 🙂
    Eu acho que a gente tem uma dificuldade em se aceitar por causa do meio em que vivemos. Desde sempre somos educadas de um certo modo, e todo mundo que olha feio pra gente também foi educada daquela maneira…Por isso é bom viajar, pra perceber outras sociedades e entender o que é preconceito, o que é certo aqui pode ser errado lá e vice-versa hahaha

  3. Anônimo

    Achei divino! Adorei o blog tem tudo que eu procurava e não achava em lugar algum! Essa parte das francesas me convenceu de que estou no caminho certo! Adeus costumes brasileiros, vocês não são os únicos corretos, podemos escolher quem queremos ser!

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