Virando Gringa

Porque é tão difícil voltar a viver no Brasil depois do intercâmbio?

O Brasil com Z é um blog onde vários brasileiros se juntaram para escrever sobre suas experiências de vida no exterior.

Uma das integrantes, a Glenda, mora em Sevilha, na Espanha. E fez um texto excelente sobre essa eterna dúvida que a gente tem sobre “voltar ou não voltar” pro Brasil.

Depois de duas semanas lendo sobre o porquê dos meus companheiros de Brasil com Z não quererem mais voltar a viver no Brasil, decidi escrever meu texto. Em 2009 já havíamos feito uma ronda sobre “voltar ou não voltar” entre os colaboradores do blog… os tempos eram outros, o pessoal também, mas quem quiser conferir pode clicar aqui. Inclusive eu dei minha opinião sobre a volta e decidir escrever de novo não porque tenha mudado de ideia, mas sim porque ampliei um pouco meu pensamento“.

Não precisamos nem citar a quantidade de problemas, principalmente sociais, ambientais e econômicos que existem no Brasil, primeiro, porque nem vale a pena repetir, e outra, porque todo mundo está careca de saber que no nosso país falta segurança, falta educação e saúde pública, falta tolerância, falta tanta coisa e sobra outras mais, como desigualdades, exclusões, injustiças.
Não sei quando volto ao Brasil pelo simples fato de que não sei se quero voltar ao Brasil. Gosto muito da vida que levo atualmente. A principal lição de vida que aprendi nestes 6 anos de Sevilha é que não é pobre o que menos tem, mas é rico o que menos necessita. Aqui aprendi que não preciso de luxos para viver feliz, que com pouco dinheiro no bolso posso me divertir, ter uma vida cultural relativamente agitada e ainda viajar de vez em quando. Aprendi que a felicidade não se encontra em shopping e que autoestima não está diretamente relacionada com chapinha e unhas bem feitas. E não que no Brasil eu tivesse um padrão de vida alto ou fosse uma patricinha de carteirinha, mas depois de viver 6 anos em uma casa com móveis alugados, nossa percepção de vida muda muito”.

Futilidades à parte, aqui aprendi que se trabalha para viver e não se vive para trabalhar. Isso significa realmente aproveitar a vida. 

Na Holanda existem workaholics, pessoas obsessivas por trabalho, principalmente no meio universitário onde eu vivi. Mas existem as pessoas comuns, como eu e você, que tem um trabalho normal, e mesmo assim conseguem tirar férias na Grécia ou na Tailândia todo verão. Ou então ir para os festivais de música mais loucos da sua vida.

Pode ser tailândia…ou então um Festival Fodástico de música na Polônia. Eu Fui!!!
A escolha da onde ir é toda sua. E isso é não tem preço.

Horas extras, 60 horas de trabalho semanais, um final de semana em casa atolado de prazos esgotados? Óbvio que isso acontece, mas não é regra e nem cotidiano. “Conheço funcionários públicos que pedem redução de salário para poder ficar uma hora a mais com os filhos em casa”, disse a Glenda.

Vivendo na Holanda, assim como a Glenda na Espanha, eu aprendi que carro é luxo. Carro é pra ser usado naquelas distâncias mesmo longas, tipo viagens de uma cidade pra outra.
Sabe porquê? Transporte público funciona. E a bicicleta é uma alternativa de transporte realmente viável, não apenas um luxo de alguns grupos ousados de pessoas, como no Brasil.

Pedalando na Holanda

Em Sevilla, nossa amiga Glenda pedalava 40 minutos até o trabalho, e olha que “Sevilla não é uma cidade pequena, tem quase 800 mil habitantes fora a zona metropolitana”. Eu pedalava 10 minutos na beira da rodovia, de casa até a faculdade em Wageningen. Ops, correção: Na ciclovia que beirava a rodovia!! Com a liberdade de poder ouvir uma musica no fone, porque afinal não tenho que me preocupar em ser atropelada.
Realmente é uma sensação incrível você poder ir e vir sentindo o ventinho no rosto, de quebra fazer exercícios, e ainda economizar dinheiro. Que pode ser usado na próxima viagem de verão.

Conceitos

Em um ambiente internacional, cheio de outros imigrantes, aprende-se a tolerância, e esquece-se da hierarquia social. Vivemos no mesmo prédio do entregador de pizza, da faxineira, e do seu chefe. Sim, seu chefe. Compramos no mesmo mercado, e comemos no mesmo restaurante. Já falei disso em outro post. 

Diferente da maioria das mulheres e meninas brasileiras, ninguém fica se preocupando em sair de casa com uma roupa que não está na moda. Ou então vestir aquela calça azul com glitter e uma blusa cor de rosa choque e estampa de oncinha, simplesmente porque hoje eu acordei com vontade de me vestir assim. Tudo bem, eu exagerei no modelito. Mas dá pra entender o conceito né pessoal? O corpo é seu, a roupa é sua, consequentemente a decisão sobre o que vestir também é sua. Cada um no seu quadrado.

“O normal pode ser qualquer coisa, que cada pessoa é um mundo e que cada um de nós cuida do seu próprio mundo pessoal, sem precisar de aparências ou máscaras. E ao mesmo tempo aprendi que todos devemos cuidar do nosso mundo coletivo, que a força do ser em conjunto é muito importante e que, melhor de tudo, dá resultados.

Então, depois de conviver com tantos outros valores e realidades, muitas vezes penso que não tenho vontade de voltar a morar no Brasil. Quem, depois de aprender a cruzar uma rua pela faixa de segurança sem nem precisar olhar para os lados ou se acostumar a voltar para casa a pé às 3 da manhã, desfrutando do cheiro das flores de laranjeira e do silêncio da madrugada sem precisar olhar para trás, pensa um dia em regressar à sua pátria amada? Quem depois de se habituar a pegar a sua bicicleta e fazer um piquenique no parque público ou de ver uma roda de velhinhos e velhinhas tomando cerveja (sem álcool) felizes e cheirosos no mesmo bar que a garotada de 20 anos…Quem diante de tudo isso pode cogitar a hipótese de não viver mais essas coisas, aparentemente tão banais, mas que no Brasil parece que há muito tempo não existe?”

Claro, nem tudo são flores…

Desemprego rola solto nos últimos tempos na Europa. Mas o Brasil oferece bolsas de doutorado, e eu estou realmente com vontade de começar isso o mais rápido possível. Mais cedo ou mais tarde todo mundo tem que pensar sobre a fatídica decisão: volto ou não volto pro Brasil?

Pro pessoal do Brasil com Z, e também pra mim, reina a pergunta:

“Qualidade de vida acessível a um bolso pouco cheio ou um bom trabalho (ou um trabalho qualquer)?

Meu consolo é que este mundo é enorme, como já dizia o poeta, «grande demais para nascer e morrer no mesmo lugar». Confesso que não sei se tenho o mesmo ânimo para recomeçar tudo de novo em um país novo, mas quem disse que se eu voltasse ao Brasil eu não teria que recomeçar do zero? E entre recomeçar com qualidade de vida e recomeçar rodeada de violência, desigualdades e injustiças, só fico na dúvida porque neste último caso também estaria rodeada de muito amor, amigos e família (únicos motivos reais que me fazem pensar em voltar a viver no Brasil)”.

“Enfim, todo mundo deveria ter a oportunidade de sair da sua bolha, ver o mundo com outros olhos, aprender novos valores e, quem sabe, voltar e conseguir lutar por um lugar melhor. O Brasil é um país com duas caras, lindo e horrível ao mesmo tempo. Sei que sou uma privilegiada por ter oportunidade de estudar o que eu gosto. Adoraria poder voltar e tentar fazer do meu Brasil um lugar melhor para se viver, mas ao mesmo tempo me sinto muito ingênua em pensar que isso poderia ser possível. Ninguém tem a resposta e não sou a única em duvidar do “desenvolvimento” do Brasil”. -> Definitivamente ela não é a única.

Quem tem a experiência de viver na Europa com uma condição aceitável, e viaja como eu viajei, uma hora ou outra vai parar de pensar em salários exorbitantes, cargos de presidência, e toda essa coisa de “preciso de muito dinheiro para ser feliz”. Já falei disso em outro post, leia.
“Embora muita gente siga pensando ao contrário, dinheiro não é e nem nunca foi garantia de felicidade. Felicidade para mim é isso, poder levar a vida sem pausa, mas sem pressa, sem paradeiro se eu assim quiser. Posso não estar com os bolsos cheios, mas percebi que não necessito nada disso para ter uma vida confortável, alegre e divertida”.

E agora?

Tivemos que cruzar o oceano para perceber isso? Sim, tivemos. Não poderia ter aprendido tudo isso no Brasil? Claro que sim, mas quem sabe a comparativa não existiria. 
Como diria John Lennon, “you may say I am a dreamer, but I am not the only one“. Muita gente compartilha da opinião de viver fora. Não é porque a gente é mimado e metido a rico. Lendo esse texto dá pra entender que o motivo é de fato mais profundo.
Fatores emocionais como amores e amigos também fazem parte da nossa tomada de decisão. E condição de vida também. Vale a pena aproveitar a oportunidade de viver em um lugar que parece mais justo do que o lugar onde eu nasci. Talvez seja a idade, eles tem séculos a mais do que nós. É, mas eu não conto a minha idade em séculos. 

Não sei sobre vocês, mas eu não tenho tempo a perder.
E aí, qual a sua opinião?

Fonte: Brasil com Z. 
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67 comentários sobre “Porque é tão difícil voltar a viver no Brasil depois do intercâmbio?

  1. O"FANTÁSTICO MUNDO DE LU"!!!

    Só posso dizer uma coisa sobre tudo isso! Eu nunca morei fora, ainda, por vários fatores: grana, falta de planejamento, medo de deixar minha família mas falo pra todo mundo, vá morar fora, pelo menos 1 mês pelo amor de Deus… é necessário pra alma e pra cabeça, conhecer outras culturas outras formas de pensar.. Estou saturada do famoso “calor humano do brasileiro” porque quando vc está na pior ninguém te estende a mão, só se for pra te empurrar mais para baixo. Me desculpe quem pensa ao contrário, mas brasileiro está sempre querendo puxar o tapete do outro na empresa, sempre querendo se sobre sair nas costas de alguém. lá fora a situação é a seguinte: posso te ajudar eu te ajudo, não posso te ajudar eu não te ajudo, mas não vou te atrapalhar porque tenho minha vida pra cuidar.

  2. Camila Thees

    Achei excelente o texto e compartilho da mesma opinião… Não vivi taaaaanto tempo fora, mas o que vivi foi suficiente para ver a vida com outros olhos e saber que ser feliz é estar bem consigo mesmo!!!
    Tenho vontade de voltar à Europa, mas não sei se quero ir de vez… Só o tempo…
    Hoje tenho um Hostel no Brasil e continuo lidando com culturas diferentes, isso dá ânimo, dá garra, dá vontade de seguir em frente!!!!

  3. Aline Diniz

    Concordo com vc. Ser gringa é muito bom, temos a tranquilidade de andar pelas ruas e apreciar o caminho sem medo de ser assaltada ou atropelada. Estou em Portugal tempo suficiente pra saber q o Brasil tem q melhorar bastante, vou sentir muita falta de viajar por aí mesmo sem ter muito dinheiro no bolso; mas não quero ser gringa pra sempre. Preciso ver minha família, eles são os meus pilares e a saudade já tá sufocando…

  4. abluan

    Nao podemos esquecer que da mesma forma que ALGUNS brasileiros preferem o estrangeiro, existem MUITOS estrangeiros que vivem ou sonham em morar no Brasil. Sabemos também que todos os problemas sociais, ambientais, culturais e etc, sao atribuidos a grande exploração que o Brasil sofreu e sofre desde os tempos da colonização. Holanda, Espanha, Inglaterra, Portugal e EUA, os chamados países de primeiro mundo foram os países que mais exploraram o nosso pau-brasil, nosso ouro, e principalmente nossa cultura, que está cada vez mais degradada graças a tal exploração. Hoje, a américa latina vive todo o reflexo da segunda guerra mundial que desencadeou uma ditadura de 20 anos, onde foi acumulada uma divida externa incalculável, fazendo com que TODOS os países da America Latina ganhassem o titulo de: países SUBDESENVOLVIDOS. Por tanto toda essa qualidade de vida existente nos países DESENVOLVIDOS é fruto de um pensamento 100% capitalista em que diversas nações, povos e tribos tiveram que sofrer para que essa ideia de qualidade de vida fosse implantada principalmente na europa e na américa do norte. Viva Vinicius de Moraes, Guimaraes Rosa, viva a nossas praias e florestas onde as criaturas mais raras da terra namoram em perfeita sincronia, salve o sertão de Luiz Gonzaga, salve a literatura de cordel, salve o samba, frevo, maracatu, maculele, salve o índio brasileiro, salve a AMAZONIA que é e foi constantemente explorada pela “gringa”. Sao os mesmos GREEN GO `s que teimam em escrever o nome do nosso país ERRADO. EU SOU BRASILEIRO COM “S”.

  5. Jesus Rojas

    Concordo muito com o seu pensamento, você precisa separar o seu círculo de conforto para as coisas de valor, eu vivi dois anos na Austrália e eu tive que voltar para o meu país, o México, tenho seis meses vivendo novamente aqui, mas como você diz, ver a forma de uma perspectiva diferente. Eu não notar muito em coisas superficiais e têm idéias um pouco mais claras sobre o que é realmente importante. Há muitas coisas no meu país, mas a desigualdade social, a corrupção é grande e você não pode fazer muito para removê-los … Estou pensando seriamente em voltar para a Austrália, … obrigado por escrever um bom post tal, e de fato Eu realmente queria conhecer o Brasil, me identifico com o pensamento de muitos amigos brasileiros …. saudações do México.

  6. Juliana Arthuso

    Oi!
    concordo plenamento com vc, defendo e divulgo a cultura brasileira dentro do país e mundo afora. Afinal 50% dos brasileiros nem sabe quem é o Mestre Luiz Gonzaga, nem o Dominguinhos, nem o Hermeto, nem o Sivuca. E muito gringo sabe. Isso é deprimente.
    Não estou dizendo de maneira nenhuma que o Brasil é ruim. O que digo é que me sinto melhor lá fora. Me acostumei com a vida. E realmente, tudo que vc disse sobre a história é verdade. Conversei com um amigo que me disse uma vez: se vc pensar nos países como se fossem pessoas, a Europa é uma pessoa madura, etipo aqueles quarentões grisalhos, e o Brasil é um adolescente.

    Eu prefiro viver num país “quarentão”, que já está mais organizado e pacífico, do que viver na bagunça maluca do adolescente. Infelizmente, tudo que você disse sobre o progresso deles ser a nossa desgraça, é verdade. Porém, nós não estamos indo para um rumo melhor. A educação fundamental (básica) no Brasil cai ano a ano, e nossos governantes (eleitos por um povo sem educação política) em sua maioria só pensam em si.

    Eu tenho apenas 23 anos. Talvez minha mente mude depois que fizer o Mestrado e o Doutorado. Não sei. Mas no momento, eu acredito que não tenho “tempo de vida” suficiente pra esperar o Brasil melhorar. Prefiro viver direto no lugar melhor logo de uma vez, se for possível.

    Mas é muito legal você expressar sua opinião aqui. É por isso mesmo que eu fiz um post. Se não quisesse discussões eu nem publicava, né?? hahahaha

    Obrigada por sua opinião!!

  7. Bia Pedrosa

    Olá!
    Eu também sou brasileira e moro fora alguns anos. Já vivi na Europa e agora vivo na Australia. Sou uma fotógrafa viajante com sede de culturas. O Brasil é uma mistura por natureza, tem de tudo, tem gente que gosta de gliter como gente que gosta de samba. Ou pode ser tudo no mesmo espaço, e porque não? Tem pessoas maravilhosas como também sacanas, mas isso posso garantir que é em todo o mundo!!!! Respeito a minha cultura como a cultura dos outros países. Aprendi isso também. Mas, nesses anos vivendo fora do conforto da terra natal, aprendi que no Brasil o calor humano faz a diferença sim! Um abraço bem apertado transmite calor. Tenho amigos de coração de várias parte do mundo: italiano, português, espanhol, australiano, japonês, coreano…e sei que para muito deles, o abraço é apertado, mas de outra forma.
    O Brasil peca na segurança. Isso é verdade. E qualidade de vida, para mim, está relacionada com segurança também. Mas jamais poderia trocar a minha identidade, o meu samba, o meu maracatu, o meu tambor de criola, meu birimbau, a minha raiz, o meu tudo e o meu nada, o meu belo e amargo, por outro. Amo ser brasileira e torço muito para que o meu país melhore na segurança. Axé, Oxalá, Ogum, Amém!

  8. Juliana Arthuso

    Oi!
    como eu disse ali em cima….concordo plenamente q o Brasil é bom demais da conta sô! Nós temos de tudo, desde os gaúchos, os mineiros, os amazonenses, os nordestinos…somos muito ricos em cultura!!

    Defendo e divulgo a cultura brasileira dentro do país e mundo afora. Afinal 50% dos brasileiros nem sabe quem é o Mestre Luiz Gonzaga, nem o Dominguinhos, nem o Hermeto, nem o Sivuca. E muito gringo sabe. Isso é deprimente. A maioria dos brasileiros só se interessa em ouvir música de bosta, enquanto tá cheio de gringo aí curtindo o nosso berimbau, nosso maracatu, nosso choro, nosso coco, nosso xaxado!! Meu irmão é músico de forró pé de serra, e pode ter certeza que eu sei muito sobre cultura brasileira, assim como vc!

    Mas eu me sinto num mato sem cachorro, sabe? Por exemplo, adoro um forrózinho, mas não posso chegar em casa de domingo à noite sozinha depois do forró, porque VÃO me assaltar. Não é pessimismo, é fato. Minha cunhada já tá no terceiro celular porque roubaram os outros dois.

    Então, como eu tive muitas oportunidade de ver música boa do Brasil lá fora. Eu fui em muito forró em Amsterdam por exemplo. Então, fora minha família, nada mais me prende aqui. Família e amigos, só. O resto eu dou um jeito de encontrar por lá, e encontro mesmo!

    Obrigada por sua opinião, e boa sorte na vida na austrália!!!
    abraço

  9. Bianca Sousa

    Gostei do relato. Achei sincero da parte dela.

    Entretanto só me incomodou uma coisa:

    “”Não sei quando volto ao Brasil pelo simples fato de que não sei se quero voltar ao Brasil. Gosto muito da vida que levo atualmente. A principal lição de vida que aprendi nestes 6 anos de Sevilha é que não é pobre o que menos tem, mas é rico o que menos necessita. Aqui aprendi que não preciso de luxos para viver feliz, que com pouco dinheiro no bolso posso me divertir, ter uma vida cultural relativamente agitada e ainda viajar de vez em quando. Aprendi que a felicidade não se encontra em shopping e que autoestima não está diretamente relacionada com chapinha e unhas bem feitas. E não que no Brasil eu tivesse um padrão de vida alto ou fosse uma patricinha de carteirinha, mas depois de viver 6 anos em uma casa com móveis alugados, nossa percepção de vida muda muito”.
    Futilidades à parte, aqui aprendi que se trabalha para viver e não se vive para trabalhar. Isso significa realmente aproveitar a vida.”

    Desculpa, mas eu não vivo essa realidade aqui no Brasil. Cada um vive a vida que escolhe. A questão de levar uma vida fútil ou não, não tem a ver com o Brasil em si. E sim a pessoa.

  10. Adriano Fiorio

    Sim. Muitas verdades no texto. Vivo na Australia por 9 anos. Jah pelos 8 ultimos anos considerado o melhor pais do Mundo em qualidade de vida. Por mais desqualificado que seja um trabalho ninguem ganha menos que 20 dollares a hora e o desemprego nao eh como na Europa. Voce leva a vida que quiser e no ritimo que quiser e abraca os valores que quiser e que acha serem parte de sua personalidade. Apenas uma correcao sobre a Europa ter mais de 2000 anos e nos apenas 513 anos. A Australia tem praticamente a metade da idade do Brasil. O Canada tem quase a mesma idade. Eh a cultura e carater de um povo que determina em grande parte o nivel moral e social de um pais. Nos somos indecentes. Nosso povo ao lado do povo da Africa eh um povo indecente e como dito por muitos aqui quer ver o mal do proprio irmao, do conterraneo ou do compatriota. Ninguem tem sentimento coletivo e sim sempre egoistico. Este lugar chamado brasil melhora talvez em uns 500 anos. Tem muitas coisas profundas a serem mudadas e lembrando que corrupcao eh uma doenca praticamente incuravel,

  11. Pedro Calafiori Adán

    Tendo em mente o que o amigo acima comentou, e ja que voce esta aberta a opinioes, peco que considere o uso que esta fazendo da bolsa que esta recebendo, (pelo visto do Ciencia sem Fronteiras). Bolsa que e dada aos estudantes, mas na verdade e um investimento no desenvolvimento do Brasil, ao visar que este estudante retorne ao pais e aplique seus conhecimentos ali. Nao seria, entao, um presente para o individuo se qualificar e depois conseguir um bom emprego no exterior e ali ficar, sem dar retorno ao pais que o financiou.

  12. Maria da Glória Perez Delgado Sanches

    O texto é brilhante! Tanto texto e comentários abordam problemas culturais que vivemos, desde o tempo da colonização. Corrupção, educação pública de má qualidade, transporte ruim e saúde pública imprestável e, é claro, insegurança. Não pensamos em coletivo, mas individualmente.
    Nossa história não se inicia com o descobrimento, mas com a invasão de Portugal por Napoleão. Até então, não havia nada, aqui. Não existia um país, mas apenas um território para exploração. Quem vinha para cá, antes disso, eram apenas exploradores, sem família, diferente do que ocorreu com a Austrália.
    Portanto, o comparativo não e válido.
    A experiência de viver fora deveria ser vivida por qualquer pessoa, não apenas por brasileiros. Amplia os horizontes, a compreensão do mundo. Isso faz com que cidadãos americanos sejam melhores pessoas, assim como brasileiros, japoneses e europeus.
    Não é possível, por outro lado, generalizar todo o abordado no texto. Neste mesmo Brasil é possível viver de janelas escancaradas, mesmo à noite, e andar de bicicletas em ciclovias ou estradas, sem perigo. Ou andar nas ruas, de madrugada, sozinha. Eu já vivi isso. O país é múltiplo, não se resumindo às grandes cidades.
    Um antigo professor teve sua carteira furtada, durante o dia, por um punguista catalão, na Espanha, vestido de terno e gravata. A história, aplicada a ele, deveria se estender à comunidade, em Barcelona?
    Assim também a questão da futilidade. Não é verdade que o meio impõe o “como ser”. Tudo depende de onde você vive, e no Brasil não faltam escolhas. Quem eram seus amigos? Quais os seus valores?
    O bulling pode ser tão comum em uma escola, em São Paulo, como em outra, em Nova Iorque ou Paris. Basta que se abram os jornais, procure-se na internet.
    Mesmo quanto à indecência existem equívocos. O estereótipo “país do carnaval” está arraigado, também no nosso inconsciente. Todavia, a maioria dos brasileiros não aprecia o carnaval, a menos para desfrutar os dias de feriado com a família e viajar. E curtem um vídeo, enquanto a TV divulga os desfiles, com mulheres seminuas, à espera dos quinze minutos de fama.
    O tal “brilhar por um momento” para, quem sabe, fazer fortuna, é o mote cultural a ser atacado: Big Brothers, futebol, uma propaganda. Pululam agências piratas prometendo promover meninas sem brilho a modelos, com o intuito único de vender books.
    Busca-se o sucesso fácil. Por isso, a juventude e a beleza são tão valorizadas.
    Mas somos parte de um país que está envelhecendo, no sentido de que há, a cada dia, mais idosos nas ruas. Morre-se mais tarde.
    A cara do Brasil está mudando e novos conceitos (em especial com a internet) estão sendo valorizados.
    Tenho esperanças. E acredito que o país, apesar de seus problemas, está caminhando para um futuro melhor.

  13. Unknown

    Juliana, fique aí!
    Não desperdice sua juventude, alegria e talentos onde não será reconhecida fianceira ou moralmente.
    Professores e médicos são enxovalhados, ganham mal, não tem condições decentes para o trabalho.
    A cultura não é valorizada.
    O povo é massificado ao extremo. A individualidade se perdeu, onde eu não sei.
    Minha filha é gringa e sou feliz por isso – meus netos nascerão em lugar melhor!

  14. Halder Ferreira

    Adorei o relato, adoro meu pais e sinto que poderiamos ter tudo isso mais os nossos politicos pecam e fazem com que sejamos um pais com “z” de zebra e não com “S” de de saudavél, nos falta segurança, a qualidade de vida se encontra, o cidadão quer segurança e não acha, apenas a impunidade , torço por um pais melhor

  15. Fernanda Sousa

    Realmente você nunca morou fora, sinto informar. Ser humano é ser humano em qualquer lugar do mundo, não fique aí achando que nos outros países ninguém vai te puxar o tapete ou te deixar na mão, acontece, e quando você é um “foreign” as vezes a puxada é mais embaixo. Morei um ano no Canada, amei, recomendo a todo mundo. Mas acho muito errado as pessoas não conseguirem entender que a coisa mais fantástica de uma oportunidade no exterior é ver o quanto o seu país ainda tem a melhorar. Todo mundo só vê isso como uma coisa ruim, quando na verdade, é a parte boa do intercâmbio. Posso eu ser uma dreamer, mas eu acredito sim num Brasil melhor, e por ter morado fora, tento as mudanças em mim mesma e nas pessoas próximas. O problema do Brasil é que nós mesmos brasileiros desistimos de acreditar e sentamos a bunda na cadeira pra ler sobre o quanto a vida fora do país é melhor e ficamos sonhando acordados. E believe me, assim não vamos mesmo mudar nada.
    Bom, é isso aí. Ainda acho que vc tem que morar fora, é das minhas experiências, a melhor, mas é fato, as mudanças são irreversíveis e ou vc muda como eu, ou como as pessoas aí em cima que acabam se tornando imigrantes! Você só saberá quando fizer as malas, portanto vai com tudo! ;D

  16. Guilherme

    O Brasil esta fadado a morte! É um ciclo necessário e inevitável. É um pais muito novo. Todos os países que consideramos “justos” de se viver ou com consciência de comunidade passaram por momentos de provação, guerras, fome, miséria. Morreram e nasceram de novo. O Brasil esta morrendo, aos poucos. O senso de sociedade só existirá quando o brasileiro se der conta de que precisa mais da ajuda do vizinho do que de uma bolsa do governo.

    O poder da sociedade foi tirado e esta nas mãos do governo, uma ditadura disfarçada como na Venezuela ou em Cuba. Quanto mais cedo o Brasil morrer, mais cedo renascerá.

    Opinião de quem viveu fora, com pouco, e viveu feliz: Não volta! Ninguém me disse isso quando eu estava trabalhando em um bar servindo as pessoas. Hoje estou bem colocado profissionalmente. Cumpri os objetivos que eu havia definido, tenho bens, tenho dinheiro, mas me sinto pobre de coração. Impotente, por não ter o poder ou influência para fazer nada.

    Por fim, o Brasil esta morrendo e pelo bem geral, que morra logo.

  17. Anônimo

    Guilherme, porém isso não é receita de bolo. Não existe receita que cada país e cada país não é obrigado a passar pelas mesmas situações para evoluir.

    Um país é reflexo de seu povo, o governo de um país é reflexo de seu povo e o povo de um país é reflexo seu governo. Consegues encontrar uma solução nisso? E isso também não é uma “receita de bolo”?

    No Brasil falam que é o país do futuro e ao mesmo um país que “está morrendo” a mais de 60 anos.

    MINHA opinião é a seguinte: se você tiver a oportunidade de morar fora do Brasil e gostar desse novo país. Tente ficar aí, pois a vida é uma só! Mas ao mesmo tempo não deixe de viajar pelo mundo e conhecer culturas novas, pois isso não tem preço!

    Um abraço a todos,

    Rogério

  18. Anônimo

    “Afinal 50% dos brasileiros nem sabe quem é o Mestre Luiz Gonzaga, nem o Dominguinhos, nem o Hermeto, nem o Sivuca. E muito gringo sabe. Isso é deprimente.”

    Mas vamos ser sinceros, não conhecem mas também não estão perdendo nada!

    Quem conhece a “cultura” de outros país como frança, alemanha, russia etc. sabe que o Brasil não tem nada a oferecer de útil ao mundo!

  19. Anônimo

    Sorry mas nao concordo 100% com voce…independente onde tenha morado..sua casa, sua base sera sempre o país ao qual se mais se indentifica…no meu caso ja morei em varios paises..e posso te dizer que apesar de ter viajado o mundo afora e ter varios amigos de fora..nada como o nosso pais junto a nossa familia e amigos…nao troco isso por nada..por isso estou deixando o velho continente para voltar ao BR com S, mesmo tendo seus problemas e meu pais. A cultura holandesa e uma cultura rude,fria e o tempo tambem nao ajuda…nao e por nada que a maioria dos estrangeiros ficam pouco tempo aqui e se vao embora.

  20. Juliana Arthuso

    Olá pessoal, obrigado pelas opiniões, sempre enriquecendo a conversa!
    Não se esqueçam de seguir o blog!!
    Assim ficamos menos dependente do facebook! hehe

    ali do lado direito da página–>
    Obrigada!

  21. Anônimo

    Juliana, pelo que sei é obrigatório o retorno ao Brasil para quem tem a bolsa do Ciências sem Fronteiras, e ainda você não pode voltar ao exterior em um prazo menor do tempo em que você esteve aí, não é isso?

  22. paulo dutra

    Moro ja fazem 30 anos fora do Brasil.28.5 nos EUAs e um tempinho em Assuncao.
    A vontade de voltar ao Brasile muito grande mas saber que meus filhos nao vao ter a mesma seguranca que temos aqui na America doi muito.
    Mesmo no Paraguai eu via que as pessoas tinham respeito uns pelos outros mesmo sendo a maioria de origem Guarani.

  23. Juliana Arthuso

    Sim, o retorno ao Brasil é obrigatório. Os alunos só podem sair do Brasil novamente em casos especiais, como bolsas da USP de curta duração (sempre menor do que o tempo do intercâmbio do CSF), também podem sair para cursos de línguas ou estágios no exterior.
    Para maiores esclarecimentos das regras é sempre bom consultar os editais do Ciência sem Fronteiras no site do CNPQ.

  24. Priscila da silva

    Viví por 8 anos na Europa..2 em Londres e 6 seis anos na Espanha. Voltei para o Brasil faz 2 anos e não consegui me adaptar.Na Espanha nasceram meus filhos e a realidade é bem diferente. O gasto por aqui é bem grande, entre escola, plano de saúde e alimentação, vai quase todo meu salário.Na Espanha não precisava trabalhar, cuidava da casa e dos filhos, tinha tempo pra ler, fazia longas caminhadas em parques maravilhosos e andava de bici.Aqui nem pensar. trabalho 9 horas diárias e perco quase 3 no trânsito, nesta loucura de cidade que virou BH.Um dia resolvi voltar pela família, pela saudade, pela vontade(idiota) de querer ter uma profissão “importante”, como agora eu tenho, sou uma gerente administrativa.Só agora tenho a certeza que nada disto vale a pena … Eu não tinha uma vida luxuosa na Espanha, tinha o que precisava. Hoje eu sinto saudades …muitas saudades, quando a minha única preocupação era em qual parque eu vou passear com meus filhos hoje ou em qual biblioteca vou visitar.

  25. Anônimo

    Realmente morar fora é uma experiência inovadora. Só uma dica, se vc pegar bolsa de Doutorado do Brasil (Capes por exemplo) terá que assinar um termo de compromisso de que vai voltar ou deverá devolver o dinheiro ao Brasil. O que é justo. Afinal o governo brasileiro investe nos estudantes no estrangeiro porque espera que eles voltem trazendo na mala conhecimento e vontade de trabalhar por um país melhor.

  26. Anônimo

    Amigos, sou filho de Holandeses que vieram para o Brasil na decada de 60, tenho 38 anos, sou eng agronomo e tenho bens e ganho bem como empresário, o que vejo no brasil, é o seguinte. A maior parte da população é composta de ladrão, portanto o politico é ladrão que coloca seu afiliado politico nos altos cargos para roubar tbm, o juizes tem muitos ladrões, politicos muitos ladrões, funcionarios publicos etc. em resumo um trabalha e 4 ficam esperando para assaltar os frutos do trabalhador. NÃO TENHO ESPERANÇA NESSE COVIO DE VAGABUNDOS” e vou voltar para a Europa o mais breve possivel pois não quero que meus filhos vivam nesse inferno de bandidos.

  27. Anônimo

    Bem, ja vi que este blog e para faixa de 20-30 anos não e? Eu me dou o rotulo de “mutante” pois depois de morar nod Estados Unidos (so legalmente) por 38 anos eu não sou nem Brasileira nem Americana- uma mistura dos dois e alerto a coces- não e bom. Quero voltar ao Brasil mas não me sinto bem la. Apesar de visitar família la frequentemente eu perdi muitas “convivências”. Se alguém achar maravilhoso morar no exterior- acho que tem que trazer a família toda pois voce sera para sempre dividida…Se eu tivesse que fazer de novo não sei se faria…Dinheiro e “vida melhor” não repõem os laços familiares que no fim da vida e o que conta…So minha opinião….

  28. Juliana Arthuso

    Oi!
    sim, o blog é mais pra essa faixa de idade, acaba sendo….porque essa é a faixa de idade de quem escreve! Mas queremos ser úteis para todos os públicos, sem dúvida.
    Obrigada pelo seu comentário, com certeza gostamos de ouvir de quem já tem experiência, e achamos importante refletir sobre as nossas escolhas, sempre.
    Boa Sorte!
    se quiser, na próxima deixa o nome pra gente te conhecer melhor 😉

  29. Jose Carlos

    Só defende Brasil quem é filho de papai, quem tem de ralar todo dia e pegar transito, metro lotado, onibus cheio sabe bem qual é a realidade da vida.
    trabalhar, trabalhar pra nada, pra nunca sequer ter a chance de ter uns 30 mil no bolso pra quem sabe aí sim tentar comprar uma casa! isso é vida? fala sério…
    familia? familia é sua esposa e filhos, o resto sao parentes se pode conversar por skype, familia quando voce casa vira a sua familia, a antiga nao apita mais nada.
    Se for solteiro, mais facil ainda! vamos cair na real, ficar atrasado a vida inteira por saudosismo???

  30. JapStudies

    Olá,
    Parabens pelo post no Blog! 
    Hoje em,dia qualquer dica, ajuda para quem quer morar for a ou fazer intercâmbio é válida. Visite o site da nossa agência de intercâmbio com base em Brighton na Inglaterra JapStudies.com (Juniors, Adults & Professionals Studies). Como nosso serviço é em sua maioria online os custos são muito mais baratos do que se comparado com as empresas no Brasil e você pagará seu curso diretamente para a escola através de uma transferência bancária internacional com a cotação do Banco Central.
    Entre em contato com a gente e peça um orçamento sem compromisso 
    Um forte abraço http://www.japstudies.com

  31. Anônimo

    Você tá de piada. Bem fácil que eu vou gostar de ouvir berimbal, maractu. Gringo vem para o Brasil para comprar cocaina mais barata e cheirar mais. Como também para fazer sexo com criança.
    Brasileiro que acha o Merdil como melhor lugar do mundo ou levou uma bolada na cabeça ou ta com com os fumos das fábricas de cocaina na cabeça. BRASIL UM PAÍS DE MERDA.

  32. Anônimo

    Entendo perfeitamente a autora do texto quando diz que não quer voltar. Moro na ásia, e apesar de todas as diferenças culturais e principalmente da poluição, eu não penso em voltar ao Brasil, e não é por razões econômicas, pq eu provavelmente viveria muito bem no Brasil, assim como vivo aqui.

    No Brasil estamos acostumados à tragédia(por favor não me levem a mal), na minha cidade do interior de SC não é “notícia de capa” morte de alguém por assalto, roubo de carros a mão armada, sequestro relâmpago, ou famílias inteiras aterrorizadas por bandidos, são noticias que não chocam mais a nossa sociedade, não conheço uma pessoa no Brasil que não tenha uma historia para contar sobre o assunto, todo mundo ja passou por isso, ou tem familiar ou colega de trabalho/escola, ao ser assaltado as pessoas ainda dizem “agradeça a Deus por ter levado apenas o seu carro..”
    E isso a gente querendo ou não, era parte do nosso dia a dia, as grades nas janelas das casas, os muros altos, portões todos trancados, condomínios sempre com seguranças..

    Me acostumei a ver pessoas contando dinheiro na rua sem medo nenhum, me acostumei a ver bancos sem portas com detector de metal e seguranças com armas, pego taxi, sozinha de madrugada sem medo ou preocupação nenhuma com a minha integridade física.

    Amo o Brasil, amo a minha família, pais, irmão e sobrinhos, a saudade dói sim. Mas com o passar do tempo você tem que fazer escolhas, e eu escolhi viver numa realidade que até meus 28 anos nunca tive, o de viver sem medo.

  33. Anônimo

    Ola, amei tudo que voce disse. Atualmente a saudade da familia me faz pensar muito em voltar a morar no Brasil, mas dai eu comeco a perceber que parentes que moram na mesma cidade as vezes nao se veem constantemente como eu o faco usando o Skype… rsrsrs
    Bom, o problema e comecar do zero novamente no Brasil e que na minha idade ja e tarde demais (acima de 40 anos la voce sabe ja nao se encontra nem mais emprego kkkk).

  34. jonas brothers

    eles nao sao BRASILEIROS voce nao sabe de nada da vida cara. o país é o país sua familia e sua casa é onde voce pode agir nao no país inteiro. essa é a verdade, nao acredito nessa bobagem de “melhorar o país” isso eh um mito da epoca da ditadura militar e voces caíram nessa.
    sinto informar mas nenhum de voces nao tem poder pra fazer nada a nao ser postar futilidades na internet. O meu pensamento é prático eu nao to aqui pra te agradar nao cara.
    Vire homem depois venha falar comigo.

  35. jonas brothers

    Quem é Luis Gonzaga perto de um Miles Davis ou John Coltrane? pohha nenhuma portanto nao fique aí arrotando besteiras, nenhum estrangeiro sabe nada sobre essa “cultura” brasileira pois ela nao vale de nada.

  36. jonas brothers

    caro anonimo voce tá certo em partes, mas muitos gringos gostam de praias, pra eles uma bela praia e mulheres bonitas tá de bom tamanho. pra eles que sao eternos turistas é uma festa só, somente o brasileiro que nasceu e viveu lá é que sabe onde o sapato aperta.
    gringo nao sabe de nada do brasil eles veem de outra realidade e nunca vao entender o que é nascer em país sem futuro.

  37. jonas brothers

    experimente viver com janela aberta no brasil o bandido pula dentro com voce lá ou nao. nao vem com essa nao existe isso de cidade segura, se houver tá cercada de segurancas.
    nao minta, no brasil em nenhum lugar tem seguranca.

  38. Anônimo

    Olá,
    Sou brasileira, vivo em Portugal a 10 anos, meu marido é português e a profissão dele é camionista (caminhoneiro) internacional pela Europa, por isso posso dizer que já fui a quase todos os países da Europa… Realmente não se pode comparar a qualidade de vida daqui com a do Brasil… O que me deixa muito triste! Pois o meu sonho é poder voltar a viver no meu país, perto da minha família e amigos… O Brasil é um país muito bom e muito péssimo de se viver, penso que para conseguir viver bem por lá é preciso ter muito dinheiro, até porque tudo lá é muito caro! Más quero voltar um dia… Apesar de ter uma boa vida aqui, e de saber que voltando terei que começar do zero e que isso não será muito fácil, aqui sinto-me como uma árvore sem raiz.

  39. Cal Castilho

    Já tinha visto o blog da Glenda há alguns anos. Morei 7 anos em Sevilha e estou há 2 em Benalmadena ( Málaga). sempre quis explicar tudo isso para as pessoas que conheço, meus valores mudaram. Odeio carro. Tenho até hoje a carterista da sevici ( bicicleta de sevilla) pois meu namorido mora lá e sempre que posso uso. Eu amo demais a minha vida, sou feliz. Adoro poder passear na praia a qualquer dia da semana. Tomar uma cerveja e uma tapa e pagar 3 euros!! poder ir ao banco, correio supermercado academia e trabalhar em 12 horas do dia e a pé! Não estou estou preocupada se vão me roubar, se o carro vai estar lá ( eu odeio mas tenho um por causa das viagens de finais de semana). Se o cara que esta na porra da agência de viagens que trabalho é um cliente ou um ladrão…. O duro é explicar tudo isso para quem nunca vivênciou isso. As pessoas não acreditam, acham que vc está querendo menosprezar, contar vantagem, etc. Eu amo a Espanha. Só tem uma coisa que não gosto quando vejo brasileiros que vivem aqui mas falam mal dos espanhóis… Mas isso é outra história, um novo assunto pra Glenda e pro pessoal da Brasil com Z colocar em pauta.

  40. Anônimo

    Mas olha vou ser sincera: desde que eu vim para a Itália aprendi a ser mais tolerante com o Brasil. Antes eu achava que no Brasil todo mundo era mal educado, entrão, cidades sujas etc, porém quando eu vim morar em Roma eu vi um trasporte publico de mer**, cidade imunda cheia de lixo e coco de cachorro (e até de gente) na rua, gente que grita e explode por qualquer coisinha, transito infernal onde faixa de pedestres é só decoração estradal, olha eu sinceramente não vejo toda essa vantagem.

    Quando eu estava no Brasil sempre trabalhei e concursada mas não porque alguém me colocou la mas porque eu metia meu bumbum na cadeira e estudava como uma louca, mas o meu empenho foi útil porque eu sempre tive emprego. Aqui na Itália (vim para acompanhar o meu esposo) faço bicos, aulas de reforço, nutricionista porta a porta, porque aqui concurso é reservado para que “conhece alguém”, emprego não tem e a situação ta feia.

    Aquilo que me cortaria o coração se tivesse que sair daqui seriam as minhas montanhas do norte da Itália, a cultura culinária, as cidades medievais maravilhosas e algumas regiões que ainda são perfeitas para morar como a Toscana, Trentino Alto Adige e Emilia Romagna.

    Porém ao menos aqui na Itália tem muitos lugares que tem que evitar porque são péssimos e a maioria deles estão do centro para baixo.

    O problema que me faz pensar duas vezes antes de voltar para o Brasil Varonil nao è a questao do emprego porque com um esforço da para arranjar mas a violência exagerada e sem controle de tantas cidades brasileiras, ter medo de pegar ônibus ou então tem que dar chute no BIP do cara que decidiu que quer roubar a tua bolsa, medo de andar na rua depois de uma certa hora, medo de caminhar com sacolas de compras… isso é demais para mim porque a Itália mesmo com todos os defeitos do mundo ainda garante uma certa segurança para as pessoas.

    VALERIA

  41. Anônimo

    Há uns meses que visitei pela primeira vez este blog precisamente porque necessitava de ajuda na minha luta interior: voltar ao Brasil ou não voltar ao Brasil.

    Hoje queria partilhar esta luta com vocês.

    Vivo em Portugal vai para 14 anos, vim do Rio de Janeiro para fazer pós-graduação em Lisboa hoje sou casada com um Português e tenho 3 filhos que são totalmente portugueses na forma de pensar e de agir. Vou ao Brasil uma a duas vezes por ano porque a saudade aperta muito e meus pais morrem de saudade. Não tem como não sofrer assim, mas tenho uma vida confortável e muito feliz aqui.

    Na verdade o chamamento do coração não é suficiente para trocar uma vida tranquila por uma mais agitada e, o mais curioso, é que meu marido e filhos são os primeiros da fila a concordar ir viver para o Brasil e sou eu que impeço essa loucura. Eles conhecem o Brasil de férias, o calor humano e o jeitinho brasileiro mas não vivem lá o ano inteiro. Eu sei que o que agora tenho aqui algo que o Brasil não vai oferecer, coisas que você não mete no bolso, não agarra como a segurança, a limpeza, as expectativas sobre o outro, o cumprimento das regras que fazem a vida mais simples e confortável para todos… tudo bem que mais fria e distante entre as pessoas mas é assim para todo o Europeu, se você não respeita quase sempre tem problema, tem consequência.

    Eu não suportaria infligir sofrimento aos meus por decidir morar no brasil. Eu tenho certeza que meu marido e filhos seriam infelizes por deixarem de fazer ao jeito deles e terem de suportar coisas que não funcionam sem explicação e que eu própria também sentiria frustração porque não imagino voltar à vida brasileira. Nesses anos fiquei muito intolerante com o modo de vida do brasileiro e nas férias após duas semanas ali fico suspirando por sair do Brasil.

    Meus dois filhos mais velhos, vão e voltam para a escola sozinhos a pé ou de ónibus, têm chave de casa e quando têm treinamento de hóquei voltam a casa pelas 21-22 horas caminhando ou de ónibus, vc acha isso possível no Brasil?

    Luciana Correa Moraes

  42. camila lira

    Boa noite!
    Gostaria de uma informação. fiquei 1 ano e 7 meses ilegal na suiça, faz 5 meses que eu decidir voltar por livre e espontania vontade.só que sair pela alemanha eles tiraram copia do meu passapote e preenchir um formulario com meu endereço do brasil. Minha pergunta è: como não fui deportado, eu tirando um novo passaporte eu posso entra na suiça de novo? e a outra è se eu fico suja nos outros países da europa?

  43. camila lira

    Boa noite!
    Gostaria de uma informação. fiquei 1 ano e 7 meses ilegal na suiça, faz 5 meses que eu decidir voltar por livre e espontania vontade.só que sair pela alemanha eles tiraram copia do meu passapote e preenchir um formulario com meu endereço do brasil. Minha pergunta è: como não fui deportado, eu tirando um novo passaporte eu posso entra na suiça de novo? e a outra è se eu fico suja nos outros países da europa?

  44. Anônimo

    Não volte Luciana, a situação política está tensa e tudo triplicou. E haverá guerra civil em breve. Estamos indo embora pra dar segurança pros nossos filhos aqui não dá mais!

  45. Anônimo

    Moro na Itália há 25 anos e sei o que significa deixar de lado hábitos que se revelaram fúteis na minha nova vida aqui. No Brasil, cabelos, mãos e pés estavam sempre em dia. Aqui, descobri que quase ninguém faz escova todo sábado. Ninguém vai toda semana na manicure que aliás nem se encontra com facilidade. Você começa a perceber que não morre se sair sem passar a chapinha.
    No mais, pela questão da segurança a Itália está chegando a níveis brasileiros. Ontem assaltaram uma senhora semáforo. Na minha cidadezinha dá pra contar as casas que ainda não foram roubadas. Não dà mais pra ir correr sozinha em certos parques, nem descer no ponto final de algumas linhas ou ficar em uma estação de trem depois de uma certa hora. Triste, mas é assim.

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