Virando Gringa

7 dicas infalíveis para quem vai fazer o TOEFL

Até a data deste post, fiz três vezes a prova do TOEFL, uma em 2012, que tirei 102, a outra em 2015 que tirei 107 e outra em 2018 que tirei 116. A prova tem a nota de 0 a 120, então foram notas bem boas, que estão dentro do que as universidades pedem nos processos seletivos de bolsa, em alguns casos as universidades pedem nota 80, 90 então se tirar mais que isso melhor ainda.

Neste post vou dar 5 dicas que sempre falo pros amigos que estão perto de fazer a prova do TOEFL IBt e estão procurando dicas de como estudar:

1 – Não precisa comprar o material que o ETS oferece

Quando você contrata o serviço da prova no site da ETS, já paga uma taxa bem salgadinha (por volta de R$700) e depois que já está tudo acertado para realização do seu teste, eles oferecem um material de estudo.

Eles oferecem um PDF de graça, que explica a prova, todas as partes dela, o tipo de pergunta, quanto tempo você tem para cada pergunta, etc, E ISSO DEVE SER SUFICIENTE pra você passar!

Eles vão oferecer vários materiais extras de estudo. Pela experiência que tenho até o momento e por vários depoimentos de leitores e amigos, cheguei à conclusão de que esse material não é necessário. Ele contém explicações sobre a estrutura da prova, exemplos do que a prova cobra, entre outras dicas. Tudo isso pode ser achado de graça na internet.

Um exemplo é o site NoteFull, nele você encontra amostras de todas as partes da prova, exercícios de áudio e explicação em vídeo feitas pelo autor do site.

Ele vai tentar te vender material também, mas pegue as dicas grátis e boa…a não ser que você queira, enfim, a escolha é sua!

Outro exemplo é o curso rapidinho do Estudar Fora, com dois professores americanos 24 horas por dia, que falam sobre a estrutura da prova e dão dicas práticas pra você não ficar nervoso. São apenas 6 vídeos, no canal de youtube deles.

A Raquel Nunes, bolsista da fundação, e a apresentadora do curso e também tirou mais de 100 no TOEFL. Os dois professores falam até mesmo do melhor modo de pensar durante a prova, porque o maior problema é o tempo, que causa pressão psicológica.

2 – VIVA o Inglês

Aceite o inglês na sua vida, irmão!

Coloque a sua cabeça no “ENGLISH MODE”. Quanto mais você conviver com o idioma no seu dia-a-dia, quanto mais você se divertir em inglês, quanto mais você sentir coisas diferentes daquele tédio absurdo que se sente quando se está sentado numa sala de aula quadradona…mais o idioma entra no seu coração e dali vai direto pro cérebro hauehueha

Assista filme com legenda em inglês, séries, tudo que puder, e se tiver com tempo leia livros em inglês pra botar seu cérebro no modo inglês mesmo e pra pegar os trejeitos da linguagem e saber “o que soa natural”. Muitas vezes não conseguimos memorizar todas as regras de gramática, e a convivência com o idioma é que faz você saber o que é certo e o que é errado.

Pense como você fala português, você fica pensando em regra gramatical enquanto conversa ou enquanto lê este texto? Claro que não! Você sabe o que está certo pelo hábito…

Leia jornal em inglês, troque suas redes sociais para inglês, troque a linguagem do seu celular pra inglês, TUDO que puder botar em inglês, bote.

É lógico que tudo isso precisa vir acompanhado de uma base sólida de gramática. Não é assim tudo facinho só assistir TV em inglês e pronto. Por favor né amiguinho leitor? Mesmo em português nós fomos para a escolinha e aprendemos gramática para poder escrever corretamente, então faça isso com inglês também!

É preciso aliar as duas coisas para criar a fluência.

3 – Estude gramática e faça seu “arsenal” de vocabulário

Assistir filme e série em inglês é muito legal, tudo muito lindo, mas é preciso estudar um pouquinho de gramática chata também!

Se você ainda não sabe, o TOEFL é dividido em 4 partes: listening, reading, speaking and writing. Ou seja: compreender o que se ouve em inglês, compreender o que se lê em inglês, falar de forma compreensível (“se fazer entender”) em inglês e escrever direitinho (geralmente 2 textos, se você for sorteado pode ser mais).

Para as partes de listening e reading, você não vai ativamente utilizar sua gramática, mas passivamente sim. Vai precisar entender e identificar partes de frases e palavras-chave para entender rapidamente do que se trata a questão. Lembre-se: no TOEFL o tempo é crucial!

Para o writing e speaking: estude Linking words pra parte do writing, e memorize umas 4 ou 5 como um arsenal de palavras conectivas pra usar no seu texto. Memorize expressões frequentemente utilizadas no idioma falado para tornar seu discurso mais fácil, existem toneladas de vídeos no youtube sobre isso.

Exemplo:

Tenho um amigo que falou uma coisa que mudou o modo como eu vejo inglês…”If you’re not fluent, fake it till you make it“. Essa última parte da frase é uma expressão bem comum nos Estados Unidos e é bastante controversa. Estou usando essa expressão aqui numa ótica voltada para o TOEFL especificamente, ok?

O que “fake till you make it” quer dizer no contexto de aprendizagem? Quer dizer: mude algumas atitudes e palavras, use algumas expressões, crie um vocabulário só seu de expressões, substantivos, verbos, enfim, palavras em geral, que soem bem, que sejam levemente sofisticadas e você vai soar fluente, mesmo que não seja. “Pareça” fluente para criar auto-confiança e melhorar sua naturalidade com o inglês. Use pequenas expressões e palavras que enriquecem seu discurso, para que você consiga falar de forma natural, e depois vá aprimorando para adicionar cada vez mais palavras!

O que isso traz de vantagem pra você é que você não precisa ficar ansioso ou ansiosa achando que precisa decorar todas as palavras do idioma. Não caia na pegadinha de querer saber tudo. Nem o americano nativo sabe tudo de inglês. Você pode criar seu vocabulário próprio e se sair bem numa entrevista, numa prova como o TOEFL ou em outras provas, e uma vez que você ganha confiança em si mesmo ou si mesma, você vai aprimorar seu inglês com o tempo.

Atenção: não estou dizendo que você memoriza umas palavrinhas aqui e outras ali e esquece de estudar o resto. Estou dizendo que um arsenal inicial de palavras pode te ajudar a construir uma base de auto-confiança para que você consiga continuar estudando com mais naturalidade e leveza.

Aproveite para praticar seu inglês assistindo essa TED Talk sobre “Fake it till you make it“.

4 – Conheça a prova e Pratique em casa com tempo contado

Posso até fazer um post aqui mas não precisa, na internet você encontra simulações do TOEFL, número de questões de cada parte da prova, inúmeros exemplos de cada uma das partes. Pare de procurar imagens de gatinhos e use o google a seu favor!

Mesmo que o assunto tratado mude a cada ano, o formato das questões e o que elas avaliam nunca muda. Nos vídeos do “Estudar Fora” você vai ver que sempre tem questões avaliando as mesmas coisas…E são sempre situações do mundo universitário, já que o TOEFL é um teste muito pedido em intercâmbios e bolsas de estudo.

A maior dificuldade do TOEFL é o tempo. Muitos alunos tem perfeita capacidade de passar na prova, mas ficam tão nervosos com o tempo contando, que não conseguem.

Então, apesar de curtinha essa dica é fundamental: faça simulado.

5 – *Procure um professor ou professora para avaliar suas dificuldades*

Se tem dificuldade com o speaking (que é o que a maioria tem) procure um professor para aprimorar essa parte e te avaliar de forma específica.

Inclusive sou professora, caso queira marcar aulas por Skype envie um e-mail para virandogringa@gmail.com ou procure meu perfil no facebook.

6 – Pratique o speaking e o writing começando por coisas simples

Ensino inglês desde 2014 e pela minha experiência até o momento, a maior dificuldade é sempre fica no speaking e no writing. Falta sempre uma base sólida de gramática e principalmente auto-confiança para que o aluno consiga se soltar e usar o conhecimento que tem para ser fluente.

O que recomendo sempre para praticar o speaking é falar de coisas bestas em inglês, por exemplo responder perguntas simples como “qual seu PET preferido e porque“, tentando sempre dar 3 ou 4 razões pra suas respostas (porque a resposta típica do TOEFL sempre pede uma pequena argumentação).

Para o writing a mesma coisa, comece devagar, fale de coisas muito idiotas como “qual seu molho de macarrão preferido”, mas sempre se atentando para as regras de gramática. Faça tudo consciente e com 100% da sua atenção, não deixe a peteca cair!

7 – Estude pra car*lho!

Na primeira vez que fiz o TOEFL, estudava todo dia 3 horas por dia. Todo dia depois do trabalho. Foi em 2012, eu já tinha um conhecimento razoável de inglês, mas estava muito nervosa porque me falaram que o tempo de prova era muito apertado. Como eu sou ansiosa, preferi me preparar mais do que o necessário para assim conseguir ter segurança em mim mesma. A prova foi ok. Tirei 102.

Na segunda vez, estudei apenas por uma semana…umas 2h por dia. Já era professora e inglês fazia parte da minha vida constantemente. Não vivia mais sem as minhas séries e preparava material para os alunos estudarem, então de certa forma eu estudava para o TOEFL todo dia.

Sei que pode não ser o seu caso, mas tente incluir o inglês na sua vida, mesmo se não for professor ou professora 🙂

Na terceira vez, fui sem estudar e tirei 116. Faltaram apenas 4 pontos para que eu gabaritasse a prova! Fiquei muito feliz! Como conseguir isso? Estou trabalhando como tradutora desde 2016, então continuei tendo o inglês no meu dia-a-dia, de forma que não esqueci os conceitos que aprendi lá quando comecei a estudar.

O segredo é esse: vivência! Conviva com inglês, mergulhe no inglês, estude muuuuuuuuuuito, conheça suas dificuldades, procure ajuda de uma professora ou professor, e nunca, nunca pare de praticar.

Boa prova!

 

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