Orlando e Miami, paraísos do consumo e do entretenimento [Entrevista]

Como esta singela autora que vos fala nunca foi para os Estados Unidos, estamos encontrando leitores e amigos que nos contem mais da terrinha do Tio Sam! Olha como a gente é dedicado, ai que amor <3

Hoje nós entrevistamos o Mauro, ou Soft para os íntimos! (apelido da faculdade). Bom, o Mauro passou um tempinho em Miami, e veio contar pra gente como foi a experiência dele! Olha só:

“Pela primeira vez eu saí do Brasil. No começo de abril tive a oportunidade de passar parte das minhas férias em Orlando, com direito a uma breve passagem por Miami. O esquema foi Brasília-Atlanta-Miami de avião, e depois Miami – Orlando de carro, por ser mais barato. E ainda por cima tive a chance de conhecer a tão falada Miami, pra onde muita gente queria se mudar ultimamente né?

(Em tempo, as passagens para Miami estão baratíssimas!)”. Olha aí, pessoal que ainda quer ir, aproveita!  “O aeroporto de Miami é enorme, você desce em um terminal e tem um trem que te leva até o local onde ficam as locadoras de carro. Lá podemos ver que o conceito de carro compacto e econômico é diferente, no Brasil eu esperaria um Uno ou um Gol, mas lá tivemos acesso ao um Versa com câmbio automático, que escolhemos no pátio da locadora”. “Tive só 2 noites em Miami, uma na ida e uma na volta. Não tenho muito o que falar da cidade a não ser que me lembrou muito os cenários de riqueza das novelas mexicanas”. Você já assistiu aquele seriado Dexter? É aquilo ali, só que sem gente morta, e sem o lindo do Michael C. Hall.

“Fomos para Orlando, 4 horas de carro, no caminho passamos no Sawgrass Mills, um outlet gigante, para algumas compras. Consegui comprar uma mala média da Nautica por US$ 25, e acumular uns descontos em cupons”.

“Orlando foi uma sucessão de parques e compras. Conselho, leve sapatos e roupas bem confortáveis pois mesmo em baixa temporada você acaba andando muito, seja para se divertir nos parques enormes ou andar nos outlets. Ah, outra dica bem interessante é comprar ou levar protetor solar, o sol na Flórida é implacável, por isso o estado tem o carinhoso apelido de Sunshine State. Nos outlets, leve malas para carregar as compras, ao final do dia, as sacolas são um verdadeiro fardo”.

“Os parques que visitei foram: Magic Kingdom (a Disney clássica), Epcot (aquele da bola prateada gigante), Hollywood Studios (aquele da Hollywood Tower), Universal e Islands of Adventure (aqueles do Harry Potter), Busch Gardens (aquele das montanhas-russas) e Sea World (aquele das baleias assassinas)”.

Magic Kingdom

é passagem obrigatória, mesmo sendo considerado um parque infantil. Lá a máxima “dreams come true” é elevada à máxima potência, com frequentes shows e peças ao ar livre e paradas dançantes com personagens Disney, sem contar que a organização e a simpatia dos colaboradores é algo que torna o lugar realmente mágico. Ao fim da noite, você ainda assiste a uma bela queima de fogos em frente ao castelo da Cinderela e depois uma parada clássica com carros em formato de personagens e bichos”.

O Epcot

é um pouco diferente, tem menos magia, mas eu recomendo muito para quem está indo pela primeira vez. Achei o parque mais adulto e sóbrio que o açucarado Magic e dá a oportunidade de visitar algumas atrações futurísticas, voltadas para a sustentabilidade e para a formação de uma comunidade global. Incrível!

“Lá também é possível visitar réplicas de países como China, Japão e Marrocos, com arquitetura e colaboradores genuinamente nativos do país, o que deixa a experiência mais convincente. À noite, um espetáculo de luzes, fogos e lasers no lago que fica no meio do Parque”.

“O Hollywood Studios

é o parque mais moderno, lá você pode ver algumas atrações de produtos mais recentes, mas a magia mesmo se dá por conta de algumas experiências cinematográficas como o show de dublês, a Holywood Tower e a Mansão Mal-assombrada, tudo coroado por um final de passeio espetacular com a peça Fantasmic!, um show sem igual, onde vários personagens dão o ar da graça e o Mickey nos encanta com suas mágicas no meio de um lago ao enfrentar o dragão de A Bela Adormecida. É de chorar de emoção”.

“Os parques Universal (Universal e Islands of Adventure),

são tão divertidos quanto os Disney, mas não possuem aquela magia no ar. Diria que eles têm mais atrações para adultos e algumas mais modernas que a Disney. Mas, o grande trunfo, são as áreas dedicadas ao Harry Potter. Nos dois parques que visitei, eram as áreas mais cheias e mais atraentes dos parques. Réplicas perfeitas de Hogwarts e do Beco Diagonal fazem você se sentir dentro do mundo do bruxinho. Sem contar as guloseimas baseadas nos livros e filmes que são uma atração a parte, com destaque para a cerveja amantegada (que na verdade é um refrigerante), os feijões de todos os sabores (sim, tem alguns com gostos bem estranhos) e o suco de abóbora”.

“Sea World e Busch Gardens

eu confesso que foram os menos empolgantes. Apesar dos brinquedos serem radicais e deliciosos, não tem aquela emoção dos personagens Universal e Disney. No Sea World ainda por cima, com tantas denúncias e etc, fica uma sensação estranha ver os golfinhos e baleias servindo de atração enquanto estão presos em aquários”. Dá dó, e aí a gente não consegue se divertir, e quer tirar os golfinhos de lá e levar pra casa no colo.

 

E as compras?

“Mesmo com o dólar na casa dos 3 reais, ainda sim você se perde em promoções e nos produtos de qualidade com preço razoável. Infelizmente comprar eletrônicos não é uma boa opção com o dólar em alta mas roupas, cosméticos e outros produtos que não são encontrados com facilidade no Brasil são uma ótima pedida”.

“A comida, confesso que esperava algo mais junkie. Mas é possível em todos os parques encontrar opções saudáveis, desde wraps a saladas. Mas permita-se comer a comida americana e experimentar as delícias da gordura e do açúcar sem culpa (exceto se sua saúde não permitir, ok?)”.

Pra quem é mochileiro mais “roots”, todos sabemos que essa região dos Estados Unidos não é feita para roots, ela é feita para o turista mais tradicional. Para quem gosta de aventura e quer fugir dos grandes centros recomendamos que você vá para os Parques Nacionais dos Estados Unidos, ou para a direção do Pacífico (Califórnia, etc).

“10 dias em Orlando foram o bastante para conhecer alguns parques e um pouco dessa cultura do consumo americana, quiçá se contaminar um pouco por ela. Eu ficaria mais alguns dias e pretendo voltar, não necessariamente a Orlando ou Miami, mas aos EUA. Um passeio que por mais clichê e farofesco que seja, é válido”.

Ficou com vontade de visitar? Have a nice trip!

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Sou tradutora e criadora de conteúdo, nômade digital. Gosto de falar de viagem barata, mochilão, dicas de intercâmbio alternativo e sou uma caçadora incessante de bolsas de estudo. Em 29 anos de vida, fiz 4 intercâmbios, conheço 23 países (por enquanto), e já morei em: Holanda, Alemanha e China. Vem compartilhar aventuras de viagem por esse mundão! :)

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